GRIS

GRIS

Gris não é apenas um jogo.

Aliás, para quem está mais acostumado com jogos triple A de ação, tiro, corrida e afins, Gris quase nem mesmo é um jogo. Com seus controles mega simples e um delicado mundo que desabrocha sob nosso olhar, Gris é uma experiência sensorial plácida e emotiva.

Embalado por uma comovente e sofisticada trilha sonora que ganhou coraçãozinho em minha lista no Spotify, Gris é uma menina que, sem explicação óbvia para o jogador, perde sua voz e se vê em um mundo incolor no qual ela parece não ter mais forças para seguir em frente.

É dentro desse contexto sutil e sensível que o jogo trata de temas difíceis como perda, dor, tristeza e depressão. Apesar disso, Gris é uma experiência incrivelmente agradável e totalmente revigorante e é justamente dentro dessa aparente contradição que Gris torna-se tão especial.

Se você conhece Journey, Gris bebe da mesma fonte. Mas é muito, muito melhor.

Gris não é apenas um jogo. É uma obra de arte.

Marcos Felipe Delfino

Marcos Felipe Delfino

Nascido em 1975, Marcos Felipe, também conhecido como Marquinho, ou Marquito, ou Kinets, já tentou ser músico, fotógrafo e cineasta entre outras frustrações. Hoje é servidor público.

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